Projeção Astral. Parte Xl

A altaneira.

Das muitos projeções que tive uma foi um tanto diferente, interessante e para alguns talvez sinistra, tudo começou quando pela primeira vez eu vi juntos o cara que hoje está usufruindo a companhia da minha eis, batei não um ciúmes, mas um inveja, aquilo me incomodou muito, mais muito mesmo, e ai durante todo o dia só tive pensamentos ruins, exterminar, destruir e matar, a noite poucas horas de executar os procedimentos necessários a projeção esses pensamentos maldosos permaneciam na minha cabeça, conseguir me projetar normalmente, subi uns três metros, girei em trezentos e sessenta graus, como sempre, só que dessa vez muito mais que o de costume, depois comecei a subir e subir e ai de repente virei ao contrario como quem olhando para o céu, só que não apareceu o céu, mas sim uma cidade, a cidade de minha infância e eu parei exatamente na porta do cemitério, só que as cores eram em preto e branco como em um gibi, comecei a andar nas ruas e as ruas lotadas de pessoas parecendo usar mascaras e me encarando, teve um momento que eu percebi que uma daquelas pessoas era eu, e ai eu tentei me aproximar só que algo me segurava, o meu eu corria, corria em sentido contrario da multidão e eu tentava acompanhá-lo e não conseguia, notei que ele estava indo na direção do cemitério e o medo dele era o mesmo que o meu, eu tentando impedir, o esforço foi tanto que acabei voltando, muito suado e muito ofegante, nesse dia tentei novamente a projeção pois de todas foi a mais interessante, mas o cansaço me subjugou.



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