Guardiões do Santíssimo Graal. O legado.

O meu avô estava muito doente, acamado em casa, todos já esperavam a sua partida, até o padre já veio para dar a estrema unção, no seu leito ele mandou me chamar, havia uma cumplicidade muito grande entre nós pela circunstancia dele ter tido apenas uma filha e essa filha ter tido apenas um filho, eu, então me tornei um excepcional para ele, sendo protegido ao extremo, entrei no quarto sem muito compadecimento em virtude de uma criação cercada de mimos e dengos o que nos tornou por demais egoísta, ao entrar no quarto não percebi gravidade no seu estado, parecia muito bem, o ambiente não era fúnebre e sim sereno então ele levantou-se da cama pegou um objeto no antigo guarda-roupas, pareci uma pedra, eu jamais tinha visto aquele estranho objeto e olha que já me escondi dentro daquele armário muitas vezes, e tirou também um breve, uma espécie de escapulário, que trazia no pescoço e me entregou os objetos e em seguida me fez um pedido; que eu deveria cuidar daqueles objetos como quem cuida da própria vida e que eu deveria fazer o mesmo quando tivesse partindo desse mundo, eu como sem entender e também sem muito interesse naquela conversa escutava, eu achava que ele estava delirando ou caducando por causa da idade ou da doença ou coisa assim, e também falou que dentro daquele breve tinha uma oração muito poderosa e que toda vez que eu fosse pegar objeto eu deveria primeiro ler a oração e que ela deveria ser passada juntamente com aquela pedra para quem eu transmitisse o objeto e relatou também que o objeto já vem do seu pai que recebeu do pai dele e assim por diante, o assunto me fez esquecer o porquê de eu estar ali pois como falei não parecia uma despedida fúnebre pois o ambiente de repente se tornou luminoso e na mais perfeita harmonia, eu estava sem entender, então eu falei; o senhor parece bem então guarde outro dia o senhor me dar e me explica direito, ainda achando que era caduquice, então ele falou; não hoje é o dia, você entendeu tudo que falei, balancei a cabeça afirmativamente, ele deitou-se e me pediu para que eu pedisse a minha avó e a minha, mães que já esperavam na porta do quarto, para entrar, e assim o fiz, sai e as duas entraram, poucos minutos depois eu ouvi o choro da minha mãe, entrei no quarto e meu voinho acabara de falecer.



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