Guardiões do Santíssimo Graal. O funeral.

O funeral foi venerável pois faleceu um homem bom, justo e cristão, contou com a presença dos Clérigos da Diocese, das freiras do convento da Imaculada Conceição, da Irmandade do Santíssimo todos com suas capas vermelha, suas lanternas e seu cajado com a cruz, das zeladoras do Santíssimo Sacramento com suas fitas vermelhas e seus véus na cabeça, hoje todos negros, parentes e amigos. Começava um novo ciclo em minha vida, sem o meu voinho o meu protetor, meu braço amigo que me apoiava em tudo mesmo eu estando errado, não sei descrever o meu sentimento em relação a sua morte, via a minha mãe chorando copiosamente, ela que não parecia tão apegada a ele e eu meio que sem entender, acho que quando se é filho único e muito mimado os sentimentos são muito egocêntricos, minha vida sempre foi muito controlada por minha avó e minha mãe mesmo sem eu perceber eu era direcionado por elas, tentava de todas as maneiras fingir que não procurando ser um tanto quanto rebelde, principalmente na presença de amigos, pois a fama de mimado me aborrecia e agora que não tinha mais a presença masculina, apenas duas mulheres, pareciam conspirar contra mim, agora que já não tinha mais o meu apoio incondicional, apesar, também, de muito mimado por elas, senti uma certa mudança na orientação que estavam dando a minha vida, pois enquanto meu avó era vivo suas perspectivas para mim eram um tanto quanto incertas ou inexistentes, não demonstrava interesse em meu crescimento profissional quanto elas.



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