Guardiões do Santíssimo Graal. A família.

Morava numa pequena cidade do interior do nordeste do Brasil, filho único fui criado pelos meus ovos maternos, meu avô, voinho, como eu o chamava, minha avó, voinha, e a minha mãe, sempre fui muito mimado e super protegido, tinha uma vida confortável, meus avos eram aposentados e minha mãe professora em uma escola estadual, eu estudava em uma escola particular tínhamos casa própria e um carro usado. Meus avos eram muito religiosos, Católico Apostólico Romano, minha avó era membra do apostolado do Santíssimo Sacramento, na missa usava uma fita vermelha ao redor do pescoço, um véu na cabeça e um terço, não perdia uma missa, além das adorações, e o meu avô era o provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento, usavam uma capa vermelha, uma lanterna à vela e um cajado com uma cruz, participavam das missas solenes, procissões e via sacra sempre ao lado do Santo Padre que preside as celebrações como que guardiões do Santíssimo, lembro-me que assistindo a santa missa ao lado do meu voinho eu adormecia encostado naquela capa de seda e em seus braços eu chegava em casa direto para cama, era muito mimo, ao completar dez anos me tornei coroinha para a felicidade da minha avó, o relacionamento de minha família com a classe clerical era estreita, o padre vez ou outra almoçava em nossa casa, tínhamos acesso liberado ao palácio episcopal pois a nossa cidade era uma unidade diocesana.



10 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo