Poeira estelar. A conta.

Atualizado: 28 de mar.

Chegando no centro financeiro do offshore entramos na garagem de um prédio luxuoso, pegamos o elevador e fomos a uma sala as portas se abriam automaticamente assim que o potencial comprador se aproximava, parecia magia, e eu me sentindo o todo poderoso e acho que até aquele momento sim eu era pois até então eu era dono de um objeto cobiçado por uma das maiores fortunas do mundo, chegamos em uma ampla sala com uma grande mesa com duas cadeias no centro e a uma certa distância pois a sala era muito ampla, um grande sofá em coro, o meu cliente e o seu assistente, o que havia me acompanhado na viagem e que falava português foram sentar no sofá e eu ocupei uma das cadeiras da grande mesa, o senhor que estava na mesa me estendeu a mão pedindo o passaporte e eu entreguei, ele digitou em um laptop e em seguida me passou o laptop, eu digitar algumas informações e o devolvi, ele digitou mais alguma coisa e em seguida me disponibilizou novamente para eu digitar uma senha, digitei e confirmei, em seguida ele tirou um cartão na gaveta escreveu alguma coisa e me entregou, recebi olhei o cartão, era uma cartão de apresentação e no verso ele havia anotado um número, apontei para o número e perguntei é a conta, ele afirmou balançando a cabeça que sim, ali estava minha conta em um paraíso fiscal, levantei agradeci e fui em direção do comprado, ele me pediu o cartão, o assistente lhe entregou um laptop que trazia numa mochila, quando ia começar a digitar eu pedi para parar, ele ficou surpreso olhou para o assistente como se não tivesse entendido o que falei, o assistente confirmou, pedi para eles me levarem no centro financeiro, o assistente falou que já estávamos mele, então eu pedi para que eles me acompanhassem até a rua, fui atendido, descemos o elevador e começamos a andar pela rua, eu as placas nos prédios e assim que achei um com a identificação, Banco, pedi para que aguardasse um pouco e me dirigi até a agencia, entrei, não tive um bom atendimento, pediram para que eu aguardasse que iria ser chamado, já se passava uns quinze minutos e nada, então sai da agencia fui ao encontro dos dois que estavam em um restaurante e pedi ajuda, ele ficou sem entender, eu falei que estava abrindo outra conta, ele perguntou por que se eu já estava com a conta na mão, então eu falei que queria dividir o valor em dois bancos, não falei o motivo verdadeiro daquela atitude, me lembrei da estranha visita no sitio assim que ele saiu e estava desconfiado da veracidade daquela conta, ele falou alguma coisa como tudo bem e fomos, assim que entramos o atendimento foi completamente diferente, uma atendente toda sorridente veio ao nosso encontro e nos levou para um sala vip e todo o procedimento de abertura de conta foi feito novamente e assim que o funcionário me deu o número e entreguei ao comprador, então ele pegou laptop com o assistente e começou a fazer a transferência assim que terminou falou ok pronto, pedi ao gerente para ir ao caixa, ele me dirigiu a um caixa vip, solicitei o saldo impresso, o caixa imprimiu e me entregou, quando peguei o papel com o saldo fiquei meio que desnorteado com tantos zeros e para reforçar ainda mais a segurança da operação pedi ao caixa para sacar uma certa quantia, e fui prontamente atendido. Partiríamos imediatamente para o Brasil para entregar o tesouro que não me pertencia mais, fomos ao aeroporto onde já tinha um avião preparado, não era mais só um, eram dois o jatinho e um avião maior que parecia um cargueiro. Durante toda a viagem estive o tempo todo apreensivo com relação a segurança do objeto, pois agora tinha a obrigação de entregá-lo ao seu novo dono, será que ainda vai estar lá, será que os homens do helicóptero encontraram, pensava também no objeto luminoso no céu, o que esses caras vão fazer comigo se não estive lá, foi toda a viajem pensando assim. Chegamos, já tinha três carros esperando no aeroporto e imediatamente nos dirigimos para o galpão, eu a todo instante consultava o meu saldo, ainda desconfiava de armação, assim que chegamos no galpão, três seguranças me acompanharam, entrou e revistou tudo, depois saíram e ficaram na porta, ai entrou o novo proprietário e uma equipe, acho que cientistas, apontei para o carro, ele pediu para fechar as portas e começarão o trabalho, depois de tirar todos os blocos que estavam em cima e remover a areia, eu respirei aliviado pois o calor e a luminosidade tomou conta do recinto, o objeto estava lá são e salvo, fiz um gesto, todo seu, então entrou um furgão tiraram um caixa de vidro, vários sacos que pareciam cimento e um braço mecânica, pediram agua e fizeram uma mistura com o pó que estava nos sacos, parecia barro, forraram a caixa de vidro com a massa, colocaram o objeto dentro com a ajuda do braço mecânico e depois encheram o recipiente com a massa e depois colocaram o recipiente de vidro dentro de um caixão de madeira e o lacraram, colocaram dentro do furgão e foram embora sem ou menos se despediram. Fiquei no galpão por mais alguns instante, consultei a minha conta novamente ainda sem acreditar que todo aquele dinheiro era meu, parecia um sonho e apesar de toda aquela fortuna eu me sentia angustiado, impotente e cansado, respirei fundo, lavei o meu rosto com bastante agua, tirei os blocos e a areia que ainda restavam na caçamba da camioneta e com cuidado, pois estava quente, retirei um bloco que estava lá no canto, um dos orifícios estava tampado com argila, retirei a argila e deixei cair no chão uma pequena, quente e luminoso objeto do tamanho de um grão de arroz, a minha pequena estrela, e essa não venderei jamais por dinheiro nenhum, fiquei a observar por um instante e depois coloquei de volta dentro do bloco de cerâmica e rumei para casa. Passei em uma joalheria e comprei joias para presenteai familiares e alguns amigos, chegando em casa e com um ar bastante diferente informei que iriamos todos jantar fora e fomos no restaurante mais caro da cidade, a família estranhava tamanha euforia haja vista a minha apreensão dos últimos dias, perguntava se eu tinha ganhado na loteria, respondi que sim.


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