As pobres e fáceis e os canalhas.

Aproveitando-me de uma frase infeliz de uma autoridade brasileira contra as mulheres de um país devastado pela guerra, que viralizou nas redes sociais de todo mundo, causando a indignação e repulsa de todos. Analisando a frase que foi usada de forma genérica, desrespeitosa, racista e em um contexto inapropriado para o momento haja vista que a vulnerabilidade daquelas mulheres que fugindo dos horrores da guerra, deixando tudo para traz sem a mínima esperança de retorno ou de acolhida em outras terras não se trata de pobreza e sim do caos, caos esse causado por uma guerra insana provocada por políticos canalhas, o que essas mulheres podem esperar num momento desse é acolhida, compaixão e solidariedade, não só para com as Ucranianas mais todas as mulheres em vários outros conflitos mundo afora se encontram nessa triste e lamentável situação.

Analisando a frase dentro de um outro contexto, um contexto global, machista e sexistas ela é amplamente aceita e usada por homens de diversos países que se utilizando de sua condição sócio econômica e usando do chamado turismo sexual, geralmente em países menos desenvolvidos, buscam a companhia das mulheres dos sonhos geralmente mulheres jovens e bonitas para a sua satisfação sexual e muitas vezes também para uma união estável e é dentro desse contexto que alguns homens consideram que a mulher quanto mais pobre mais fácil haja vista que a conquista lhes parece bem mais difícil ou até mesmo impossível restando-lhes apenas essa alternativa.

Que as mulheres não se iludam com a pseudo-indignação dos homens com a referida frase, logico que não podemos generalizar, mais a grande maioria ainda tem nessa afirmação a sua principal arma de sedução e controle, deixando a mulher que não tem a condição de se sustentar através do seu trabalho ou da família, como única alternativa de sobrevivência que é a venda do seu corpo ao homem de posses, homem esse que em todas as partes do mundo de uma maneira mais explicita ou menos explicita consegue com facilidade a mulher vulnerável, pobre e fácil, dos seus sonhos.

Ainda hoje com todo o avanço e conquistas por direitos e deveres iguais entre homens e mulheres conquistas essas muitas vezes ignoradas em diversos países, países esses até dos que se dizem de primeiro mundo, e que ainda permitem o tráfico e a exploração de mulheres pela indústria da prostituição, são mais que coniventes com essa situação de quanto mais pobre mais fácil prevaleça e seja amplamente utilizada por homens que ainda não enxergam as mulheres com a devida igualdade, admiração e respeito.





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